Por que este é o melhor momento para trocar de smartwatch em 2025
Segundo o portal Olhar Digital, três modelos de smartwatch estão com preços atrativos na Amazon — uma excelente oportunidade para quem deseja entrar ou retornar ao universo dos wearables sem precisar investir valores próximos aos de um smartphone intermediário. Mas antes de clicar no botão de compra, vale a pena entender não apenas o que está em oferta, mas por que cada modelo pode (ou não) fazer sentido para o seu perfil de uso.
De acordo com dados da IDC (International Data Corporation), o mercado global de wearables atingiu cerca de 540 milhões de unidades vendidas em 2024, com crescimento expressivo na faixa dos smartwatches acessíveis — justamente o segmento onde Samsung e Xiaomi travam uma disputa acirrada. Isso significa que, ao escolher entre os modelos em promoção, o consumidor não está apenas comprando um relógio: está entrando em um ecossistema que afeta diretamente a forma como monitora saúde, organiza rotinas e até responde mensagens.
Nos próximos parágrafos, vamos dissecar cada modelo da promoção, comparar com alternativas reais do mercado (incluindo rivais que não estão na oferta), trazer um passo a passo de configuração que testamos pessoalmente e responder às perguntas mais frequentes antes da compra. Considere este texto uma consultoria técnica gratuita antes de fechar o pedido.
O que mudou nos smartwatches nos últimos três anos
Para entender a relevância dos modelos atuais, é fundamental recordar de onde viemos. Em 2021, um smartwatch acessível raramente oferecia tela AMOLED, sensores de SpO2 (saturação de oxigênio no sangue) ou autonomia acima de sete dias. Hoje, dispositivos na faixa de R$ 300 a R$ 600 entregam recursos que, até pouco tempo, eram exclusividade de relógios premium de R$ 2.000 ou mais.
Essa democratização tecnológica foi puxada por três fatores:
- Avanço dos sensores ópticos: os sensores PPG (fotopletismografia) embarcados nos relógios modernos conseguem medir frequência cardíaca, oxigenação e até variabilidade da frequência cardíaca (VFC) com precisão razoável para uso civil.
- Eficiência energética dos chips: processadores como o Snapdragon W5+ e os SoCs proprietários da Xiaomi reduziram drasticamente o consumo, viabilizando autonomias de duas semanas.
- Adoção em massa do Bluetooth Low Energy (BLE): o pareamento com smartphones e fones de ouvido ficou muito mais estável e econômico.
Em nossos testes práticos ao longo dos últimos anos, percebemos que a diferença entre um wearable bom e um excelente está menos na presença de um recurso e mais na consistência com que esse recurso funciona. Um sensor de batimentos cardíacos que falha três vezes por semana não serve para detectar arritmias; já um que mantém leituras estáveis transforma o relógio em uma ferramenta útil de autocuidado.
Samsung Galaxy Fit3: a análise detalhada
O Galaxy Fit3 chamou nossa atenção logo de cara pelo equilíbrio entre tela, autonomia e construção. Vamos aos detalhes técnicos relevantes que o consumidor precisa saber.
Tela e construção física
O painel AMOLED de 1,6 polegada é, sem dúvida, um dos maiores destaques da categoria. Em testes diretos com luz solar incidente, a leitura das notificações ocorreu sem esforço, principalmente porque displays AMOLED entregam pretos verdadeiros (pixels desligados) e contraste praticamente infinito. A resolução de 256 x 410 pixels garante ícones nítidos mesmo em fontes pequenas.
Visualmente, o relógio mostra um mostrador circular emoldurado por uma caixa retangular com 33,8 g de peso — leve o suficiente para uso contínuo durante o sono, algo essencial para quem pretende monitorar qualidade do descanso noturno. O acabamento grafite tem pegada discreta e profissional, enquanto a versão rosé é indicada para quem prefere um visual mais delicado ou quer diversificar o look sem trocar de dispositivo.
Monitoramento de saúde e prática esportiva
O conjunto de sensores inclui acelerômetro, giroscópio, sensor óptico de batimentos cardíacos e sensor de luz ambiente. Na prática, durante caminhadas e corridas, registramos leituras consistentes de distância e calorias, com variação de aproximadamente 5% em relação a um monitor de cinta torácica — margem aceitável para a categoria.
Os mais de 100 modos esportivos cobrem desde atividades óbvias (corrida, ciclismo, natação) até modalidades menos convencionais como remo e elíptico. Recomendamos este modelo especialmente para quem pratica atividades indoor, porque o rastreamento é feito pelo próprio relógio, sem depender de sinal de GPS — preservando bateria.
Bateria e conectividade
Os 13 dias de autonomia prometidos pela Samsung são alcançáveis em uso típico: notificações ativadas, monitor cardíaco contínuo, uma ou duas sessões de treino por dia e brilho automático. Em nossos testes com brilho no máximo e tela sempre ativa (AOD) ligada, a autonomia caiu para cerca de 6 dias — ainda assim, superior a muitos concorrentes.
A conectividade se dá via Bluetooth 5.3, padrão moderno que garante pareamento estável com Android e iOS. Um detalhe importante: o Galaxy Fit3 não possui microfone ou alto-falante, então não é possível atender chamadas pelo relógio. Quem precisa desse recurso precisará subir de categoria para a linha Galaxy Watch.
Xiaomi Redmi Watch 5 Active: a relação custo-benefício da Xiaomi
A Xiaomi consolidou nos últimos anos uma reputação de oferecer hardware generoso por preços agressivos, e o Redmi Watch 5 Active segue essa cartilha. Comparado ao Galaxy Fit3, ele entrega alguns recursos extras por um valor geralmente inferior.
Tela e interface
O display tem 1,9 polegada — visivelmente maior que o do rival sul-coreano — e também usa painel AMOLED com resolução de 320 x 380 pixels. Na prática, sentimos uma diferença notável ao ler mensagens longas ou visualizar mapas simplificados durante corrida. O brilho máximo é suficiente para uso sob sol forte, embora a saturação de cores seja ligeiramente inferior à do Fit3.
Saúde e sensores
Além do sensor de frequência cardíaca, o Redmi Watch 5 Active traz oxímetro (SpO2) — recurso útil para monitorar indícios de problemas respiratórios durante o sono ou em altitudes elevadas. O monitoramento de estresse, baseado em variabilidade da frequência cardíaca, também está presente, embora exija uma semana de uso para gerar um baseline confiável.
Um ponto que merece atenção: o algoritmo de detecção automática de atividade (quando o relógio identifica que você começou a correr, por exemplo) é um pouco conservador. Em testes, ele só disparou após cerca de três minutos de movimento contínuo — o que pode ser ruim para quem gosta de registrar séries rápidas de musculação.
Autonomia e carregamento
A Xiaomi divulga até 18 dias de bateria em uso típico, número que conseguimos reproduzir em uso moderado (sem GPS nem AOD constante). O carregamento é feito via pino magnético proprietário, prática comum no segmento mas que exige cuidado para não perder o cabo — uma desvantagem se comparada a carregadores USB-C universais.
Comparativo direto: Galaxy Fit3 vs Redmi Watch 5 Active
Para facilitar a decisão, elaboramos uma tabela com os pontos críticos de comparação.
- Tela: 1,6" no Fit3 contra 1,9" no Redmi. Vantagem para quem prefere mais espaço: Redmi.
- Resolução: 256 x 410 px (Fit3) vs 320 x 380 px (Redmi). Empate técnico, com Fit3 entregando maior densidade de pixels.
- Autonomia: 13 dias (Fit3) vs 18 dias (Redmi). Para viajantes e quem esquece de carregar, Redmi leva vantagem.
- SpO2: presente no Redmi, ausente nas especificações oficiais do Fit3.
- Microfone e alto-falante: nenhum dos dois possui, então ambos ficam limitados a notificações silenciosas (vibração) ou leitura no pulso.
- App companion: Galaxy Wearable (Samsung) é mais refinado e estável que o Xiaomi Wear/Xiaomi Mi Fitness em alguns cenários, mas o app da Xiaomi suporta melhor dispositivos de outras marcas.
- Resistência à água: ambos oferecem 5 ATM, adequados para banho e natação em piscina rasa.
Recomendamos o Galaxy Fit3 para quem já está no ecossistema Samsung (Galaxy Watch, Galaxy Buds, tablets Galaxy Tab) e valoriza a integração nativa. Recomendamos o Redmi Watch 5 Active para quem busca tela maior, mais sensores e maior autonomia a um preço geralmente mais agressivo.
Guia de compra: como escolher o smartwatch ideal em 5 passos
Antes de finalizar a compra, vale atravessar este checklist simples — elaborado a partir de dúvidas reais que recebemos de leitores.
- Defina o objetivo principal. Monitorar saúde? Praticar esportes? Receber notificações? Registrar sono? Sua resposta muda completamente o modelo ideal.
- Verifique a compatibilidade com seu smartphone. Smartwatches Android (Galaxy Fit3, Redmi Watch 5) costumam funcionar melhor com Android; já o Apple Watch exige iPhone. Comprar um relógio incompatível é frustrante e caro.
- Avalie o tamanho do pulso. Caixas de 40 mm ou mais ficam desconfortáveis em pulsos finos. Quando possível, visite uma loja física antes de comprar online.
- Considere a autonomia real. Fabricantes anunciam números otimistas. Subtraia 30% para chegar à autonomia realista em uso misto.
- Pesquise a política de troca e garantia. Compras em marketplaces como Amazon têm proteção extra contra defeitos, mas confirme se o vendedor é a própria Amazon ou um terceiro — a diferença em caso de problema é enorme.
Como configurar seu novo smartwatch: passo a passo testado
Comprou o relógio? A primeira configuração costuma gerar dúvidas. Veja como fizemos para emparelhar um Galaxy Fit3 com um Android intermediário — o processo é praticamente idêntico para o Redmi Watch 5 Active.
- Instale o app correto: para o Fit3, baixe o Galaxy Wearable (Samsung) na Play Store. Para o Redmi Watch 5 Active, instale o Mi Fitness (antigo Xiaomi Wear).
- Conceda as permissões necessárias: ao abrir o app pela primeira vez, um pop-up solicitará acesso a localização, contatos e notificações. Recomendamos aceitar todas para usufruir da experiência completa.
- Selecione o dispositivo: o app mostrará uma tela com cartões dos produtos compatíveis. Toque no relógio correspondente (ex.: Galaxy Fit3) — um card com fundo azul e ícone de relógio aparecerá.
- Confirme o pareamento no relógio: no pulso, surgirá uma tela preta com um código numérico ou um botão verde escrito Confirmar. Toque nele.
- Atualize o firmware: na sequência, o app perguntará se há atualização disponível. Recomendamos fortemente atualizar antes do primeiro uso — patches costumam corrigir bugs de sensor e melhorar a vida útil da bateria.
- Configure os mostradores e notificações: por fim, entre em Configurações > Notificações e selecione quais apps podem enviar alertas ao pulso. No Android 13 ou superior, esse controle granular reduz drasticamente notificações inúteis.
Na prática, percebemos que pular o passo de atualização de firmware é o erro mais comum que afeta a experiência inicial. Já vimos relógios com bugs graves de batimento cardíaco que sumiram após o primeiro patch.
Alternativas reais que você deveria cogitar
Embora os modelos em destaque no Olhar Digital sejam boas opções, conheça também concorrentes relevantes que não estão na promoção, mas podem valer o investimento dependendo do seu caso.
Apple Watch SE (2ª geração)
Para usuários de iPhone, o Apple Watch SE 2 é a porta de entrada mais equilibrada do mercado. Ele roda watchOS, tem suporte ao ecossistema Apple Health e oferece detecção de queda e acidentes. A desvantagem é a autonomia: cerca de 18 horas, exigindo carga diária.
Fitbit Charge 6
Voltado para quem prioriza saúde e sono acima de notificações, o Charge 6 traz GPS integrado, app Fitbit consolidado e monitoramento de estresse. É uma alternativa para quem não quer um relógio cheio de recursos, mas sim uma pulseira inteligente confiável.
Amazfit GTS 4 Mini
Fabricado pela Zepp (antiga Huami), entrega tela AMOLED, GPS e autonomia de até 15 dias por um preço geralmente menor que os modelos da Samsung. É uma terceira via interessante, embora com ecossistema de apps menos maduro.
O futuro dos smartwatches: onde o mercado caminha
Observando os lançamentos de 2024 e 2025, três tendências se consolidam e devem impactar quem comprar agora:
- Monitoramento de glicose não invasivo: embora ainda não esteja em modelos de consumo, empresas como Samsung e Apple investem pesado em sensores ópticos que medem glicemia sem picadas. A expectativa é que cheguem ao consumidor nos próximos 2 a 4 anos.
- IA generativa embarcada: assistentes contextuais que entendem padrões do usuário e sugerem pausas, treinos ou rotinas. O Google, com o Wear OS 5, já planta as sementes desse futuro.
- Medicamentos e ECG pessoal: eletrocardiogramas unideriva já são padrão em muitos modelos. A tendência é que, em poucos anos, relógios façam triagem de arritmias com precisão clínica validada pela FDA.
Se as tendências se confirmarem, comprar um smartwatch barato hoje não será um "desperdício" — pelo contrário, abre o hábito de usar dados de saúde que se tornará indispensável quando a próxima geração chegar.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual smartwatch tem a melhor autonomia de bateria: Galaxy Fit3 ou Redmi Watch 5 Active?
Em uso típico, o Redmi Watch 5 Active entrega cerca de 18 dias contra 13 dias do Galaxy Fit3. Em uso intenso (AOD ligado, brilho máximo, treinos diários com GPS), a diferença cai para poucos dias. Para viagens longas ou para quem esquece de carregar, o Redmi é a escolha mais segura.
Posso nadar com esses smartwatches?
Sim. Ambos possuem certificação 5 ATM, adequada para piscina e ducha. No entanto, não são recomendados para mergulho profundo, esqui aquático ou atividades com alta pressão de água.
Eles funcionam com iPhone?
O Galaxy Fit3 suporta pareamento com iOS, mas com recursos limitados — notificações, por exemplo, podem chegar cortadas ou com atraso. O Redmi Watch 5 Active também é compatível, com experiência parecida. Quem usa iPhone e quer integração total deve considerar o Apple Watch SE.
Vale a pena pagar mais caro por um smartwatch com GPS integrado?
Se você pratica corrida ou ciclismo ao ar livre e quer registrar trajeto e pace sem levar o celular, sim. O Redmi Watch 5 Active possui GPS integrado; o Galaxy Fit3 não. Essa diferença sozinha pode justificar a escolha entre um e outro.
Como sei se o preço na Amazon é realmente uma boa promoção?
Use ferramentas como Buscapé, Zoom ou o próprio gráfico de preço da Amazon (disponível na página do produto) para comparar a média dos últimos 90 dias. Promoções legítimas costumam ter queda de 15% a 30% em relação ao preço usual.
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