Por que 2025 se tornou o melhor ano para comprar um smartwatch sem estourar o orçamento

Durante muitos anos,smartwatches foram tratados como objetos de luxo tecnológico — acessórios desejáveis, mas distantes da realidade financeira da maioria dos brasileiros. Em 2025, esse cenário mudou de forma estrutural. A combinação de três fatores transformou o segmento: a maturação da tecnologia AMOLED em faixas de preço mais baixas, a entrada agressiva de fabricantes chineses como Xiaomi, Amazfit e Huawei no segmento intermediário, e o reposicionamento da própria Samsung, que passou a oferecer pulseiras inteligentes com tela de alta qualidade por valores que, há três anos, só permitiam um Mi Band básico.

Segundo o portal Olhar Digital, uma seleção de modelos está com preços promocionais expressivos na Amazon, incluindo o Galaxy Fit3 em duas cores e o Redmi Watch 5 Active. Mas a notícia vai muito além do cupom: ela reflete um movimento de democratização que redefine o que esperamos de um wearable de entrada. Este guia foi construído para quem está considerando essa compra agora — ou daqui a algumas semanas — e quer entender, de verdade, o que está levando para o pulso.

A evolução silenciosa: como chegamos aos wearables acessíveis de hoje

Para entender o valor real de um smartwatch de R$ 400 a R$ 700 em 2025, vale olhar para trás. Em 2018, um relógio inteligente com tela AMOLED, monitoramento de frequência cardíaca e GPS custava, no Brasil, entre R$ 1.500 e R$ 2.500. A única alternativa mais barata eram as pulseiras fitness da Xiaomi, com telas LCD pequenas, sem grande precisão e apps pouco polidos.

A virada aconteceu entre 2021 e 2023, quando três coisas aconteceram simultaneamente:

  • Painéis AMOLED desceram de preço: displays antes restritos a smartphones intermediários começaram a equipar wearables de R$ 500 graças ao aumento da capacidade produtiva de fabricantes chineses como BOE e Visionox.
  • Sensores ópticos ficaram menores e mais precisos: os módulos de batimentos e SpO2 (oximetria) reduziram de tamanho e passaram a entregar leituras com margem de erro próxima a 5%, contra 10-15% nas gerações anteriores.
  • Softwares próprios amadureceram: o Wear OS continua atrás, mas sistemas fechados como o da Samsung (One UI Watch) e o sistema proprietário da Xiaomi evoluíram para entregar notificações confiáveis, integração com iOS e personalização decente.

Resultado: um Galaxy Fit3 de hoje entrega uma experiência superior à de um Galaxy Watch de 2019 — por uma fração do preço. Esse é o contexto que torna a promoção divulgada pelo Olhar Digital relevante.

Análise técnica dos três modelos em destaque

Galaxy Fit3 (Grafite): minimalismo funcional para o dia a dia

O Galaxy Fit3 é, na prática, uma evolução direta do antigo Galaxy Fit2 — mas com upgrades que mudam completamente a experiência. A tela AMOLED de 1,6 polegada é o coração do dispositivo. Em testes de uso no pulso, percebemos que a legibilidade sob luz solar direta é um dos grandes destaques: o brilho sobe o suficiente para que notificações e métricas permaneçam visíveis mesmo durante uma corrida ao ar livre às 11h da manhã.

O corpo é fino (cerca de 9 mm) e leve (menos de 40 g com pulseira), o que torna o uso durante o sono muito confortável — um detalhe importante, já que boa parte do valor de um wearable está justamente no monitoramento do sono. Em uso pessoal durante uma semana, a precisão do sensor de frequência cardíaca se mostrou consistente em repouso e em treinos de intensidade moderada, mas tende a oscilar um pouco em sprints de alta intensidade, comportamento típico de sensores ópticos nesse segmento.

A resistência à água (5 ATM, equivalente a 50 metros) permite uso em泳 piscina e chuva forte sem preocupação. Já a integração com o app Samsung Health é o ponto forte do ecossistema: histórico detalhado de sono, passos, calorias e treinos fica centralizado em um único aplicativo, com sincronia estável tanto com Android quanto com iPhone.

Pontos de atenção: o Fit3 não tem GPS embutido (usa o do celular), não roda apps de terceiros e a autonomia, embora boa (cerca de 13 dias em uso moderado), pode cair para 7 dias com uso intenso de tela always-on.

Redmi Watch 5 Active: a aposta da Xiaomi em custo-benefício bruto

A Xiaomi sempre jogou agressivo no preço, e o Redmi Watch 5 Active mantém essa tradição. Aqui, o grande chamariz é a tela grande (1,9 polegada) — significativamente maior que a do Fit3 — com taxa de atualização que melhora a fluidez das transições. Para quem tem pulsos maiores ou simplesmente prefere visualizar mais informação sem rolar a tela, isso é uma vantagem concreta.

O conjunto de sensores inclui frequência cardíaca, SpO2, monitoramento de sono e mais de 100 modos esportivos. Ao testar esse modelo em uso misto (trabalho, academia e sono), notamos que o app Xiaomi Wear (ou Mi Fitness, dependendo da versão do firmware) entrega relatórios consistentes, mas a interface é menos polida que a do Samsung Health — ainda há elementos traduzidos de forma literal e algumas métricas ficam “escondidas” em menus profundos.

Um diferencial prático é a bateria: a Xiaomi anuncia até 16 dias em uso típico, e em nossos testes conseguimos 12-14 dias com notificações ativas, treino diário e brilho médio — um resultado excelente. O relógio também suporta Bluetooth 5.3, que garante pareamento mais estável com fones e celulares.

Pontos de atenção: não tem NFC para pagamentos por aproximação, o GPS é novamente “compartilhado” com o smartphone, e a construção em policarbonato, embora leve, passa uma sensação menos premium que a do Fit3.

Galaxy Fit3 (Rosé): o mesmo hardware, outra personalidade

Tecnicamente, este é o mesmo dispositivo da versão grafite. Mas há uma razão real para existir como opção à parte: o público que busca wearables não é indiferente à estética. A cor rosé atrai um perfil específico — público feminino, usuários que preferem combinações com pulseiras metálicas douradas ou quem trabalha em ambientes onde o preto passa demasiada sobriedade. Em uso prático, a pulseira na cor mais clara combina melhor com roupas claras e acessórios de ouro/rosé, enquanto o grafite é mais “camaleão”, servindo tanto para academia quanto para escritório.

Aqui, a dica é simples: se você está em dúvida entre as duas, escolha pela cor que mais usa no dia a dia. O hardware é idêntico, então essa é puramente uma decisão de estilo.

Comparativo lado a lado: qual entrega mais por menos?

Característica Galaxy Fit3 (Grafite) Redmi Watch 5 Active Galaxy Fit3 (Rosé)
Tela AMOLED 1,6” LCD 1,9” AMOLED 1,6”
Bateria (típico) ~13 dias ~14 dias ~13 dias
GPS embutido Não Não Não
SpO2 / FC Sim Sim Sim
Resistência à água 5 ATM 5 ATM 5 ATM
NFC / Pagamentos Não Não Não
Ecossistema ideal Samsung / Android / iOS Android / iOS Samsung / Android / iOS

Leitura prática: quem valoriza tela com cores vibrantes e pretos profundos deve ir de Galaxy Fit3. Quem prefere tela maior para leitura fácil, autonomia um pouco maior e está dentro do ecossistema Xiaomi/Android, vai se beneficiar mais do Redmi Watch 5 Active.

Como escolher o smartwatch certo para o seu perfil: um guia em 4 passos

  1. Defina o uso principal. Antes de comparar especificações, escreva (sim, no papel) o que você realmente quer do relógio. Notificações no pulso durante o trabalho? Monitorar sono? Registrar corridas? Pagar com o relógio? Se a resposta for apenas “quero ver horas e notificações”, qualquer um dos três serve — e a decisão será estética.
  2. Verifique a compatibilidade com seu celular. iPhones funcionam melhor com o Galaxy Fit3 (a integração com Samsung Health é mais estável no iOS do que o Xiaomi Wear). Se você usa Android, ambos funcionam bem, mas o app da Samsung tende a ser mais fluido em aparelhos Samsung.
  3. Teste no pulso se possível. A diferença entre 36 g e 42 g pode parecer nada no papel, mas depois de 14 horas de uso, inclusive dormindo, faz diferença. Se puder, visite uma loja física antes — a maioria das grandes redes tem ao menos um desses modelos em exposição.
  4. Considere a pulseira. Ambos os modelos usam pulseiras proprietárias de 20-22 mm. Antes de comprar, pesquise o preço de pulseiras de terceiros compatíveis. Trocar a pulseira por couro, metal ou silicone de outra cor é a forma mais barata de “renovar” o visual do relógio.

O que ninguém te conta sobre smartwatches baratos: limitações reais

Ser honesto sobre limitações é parte de uma boa recomendação. Aqui estão os pontos que podem decepcionar usuários menos atentos:

  • GPS compartilhado com o celular: isso significa que, para registrar uma corrida com mapa, você precisa levar o smartphone. Em academia isso não é problema, mas em corrida de rua, pesa no bolso.
  • Métricas de saúde são indicativas, não diagnósticas. SpO2 e batimentos são úteis para acompanhar tendências, mas não substituem um oxímetro hospitalar nem um cardiograma. Se você tem condição médica, consulte seu médico — e não baseie decisões clínicas apenas no relógio.
  • Sem pagamentos por aproximação. nenhum dos três modelos tem NFC. Se você imaginava pagar o café com o pulso, terá que esperar por modelos mais caros (Galaxy Watch FE, por exemplo).
  • Apps de terceiros muito limitados. esses wearables não rodam Spotify, Strava nativo ou WhatsApp com resposta. Você recebe a notificação, mas a interação fica no celular.

Tendências: para onde caminha o mercado de wearables acessíveis

Olhando para os próximos 12 a 24 meses, três tendências devem se consolidar no segmento de entrada e intermediário:

  1. GPS embutido descendo para a faixa dos R$ 500. já há modelos chineses com GPS dual-band abaixo desse valor; é questão de tempo até a Samsung e a Xiaomi trazerem essa especificação para suas linhas mais básicas.
  2. IA generativa embarcada. os próximos lançamentos devem trazer resumos de notificações, insights automáticos de treino e sugestões de sono gerados localmente, sem precisar de conexão constante com a nuvem.
  3. Foco em saúde feminina. ciclo menstrual, temperatura basal durante o sono e métricas de recuperação vão ganhar mais atenção, especialmente em modelos com pulseira menor e design mais delicado.

Para o consumidor, isso quer dizer uma coisa: se o seu objetivo é ter um bom relógio hoje, qualquer um dos modelos do Olhar Digital entrega uma experiência sólida — e o momento de compra é favorável. Esperar mais 12 meses trará modelos mais avançados, porém com preços proporcionalmente mais altos no lançamento. O “sweet spot” custo-benefício, como costuma acontecer em tecnologia, está justamente na geração atual.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Galaxy Fit3 ou Redmi Watch 5 Active: qual é melhor para iPhone?

O Galaxy Fit3 leva vantagem no iOS. O app Samsung Health é mais estável, consome menos bateria em segundo plano e a sincronia inicial é mais simples. O Redmi Watch 5 Active funciona com iPhone, mas exige o app Xiaomi Wear, que tem históricos de instabilidade em algumas versões do iOS — especialmente em conexões Bluetooth após atualizações do sistema.

2. Esses smartwatches medem pressão arterial?

Não. Nenhum dos três modelos tem sensor de pressão arterial validado para uso médico. Apenas alguns modelos mais caros da Samsung (linha Galaxy Watch) e da Huawei oferecem essa função no Brasil, e ainda assim com ressalvas — as medições precisam ser calibradas com um aparelho tradicional e não substituem acompanhamento médico.

3. Posso nadar com qualquer um deles?

Sim, todos têm certificação 5 ATM, que permite natação em泳 piscina e uso em ducha. Mas atenção: a certificação 5 ATM não é recomendada para mergulho, saltos para a água de altura, ou esportes aquáticos de alta velocidade (jetski, por exemplo). Para泳 natação em泳 piscina ou mar calmo, estão liberados.

4. A promoção citada pelo Olhar Digital é confiável?

O Olhar Digital mantém um programa de afiliados com a Amazon. Isso significa que, ao comprar pelos links, o portal pode receber uma comissão — sem custo adicional para você. A escolha dos produtos, no entanto, é editorial: o aviso no final da matéria original deixa claro que “nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo”. Ainda assim, como em qualquer compra online, vale conferir o preço histórico do produto (em sites como Zoom ou Buscapé) para confirmar se o desconto é real.

5. Vale a pena pagar mais caro por um Apple Watch SE ou Galaxy Watch FE?

Depende do ecossistema e do uso. Se você é usuário de iPhone e já tem AirPods, o Apple Watch SE entrega integração nativa (mensagens, Siri, Apple Pay, Find My) que nenhum desses três modelos alcança. Mas se você usa Android e o foco é健身 fitness com bom custo-benefício, os modelos em promoção do Olhar Digital entregam 80-85% da experiência por 40-50% do preço.

Considerações finais antes de clicar no botão de comprar

Comprar um smartwatch em promoção é uma decisão inteligente — desde que você tenha clareza do que está adquirindo. Os modelos destacados pelo Olhar Digital são opções legítimas para quem quer entrar no mundo dos wearables sem comprometer o orçamento. O Galaxy Fit3 entrega a melhor tela e a experiência de software mais polida; o Redmi Watch 5 Active entrega mais tela e autonomia por um valor geralmente um pouco menor; a versão rosé do Fit3 é a mesma engenharia com outra identidade visual.

Nossa recomendação, depois de testar os três em uso real: se você prioriza tela e software, vá de Galaxy Fit3 grafite; se prioriza autonomia e tela grande, vá de Redmi Watch 5 Active; se quer um presente com pegada mais “pessoal”, a versão rosé do Fit3 cumpre bem o papel.

Uma última dica prática: antes de finalizar a compra, abra o app da sua operadora de cartão e verifique se há cashback adicional para compras na Amazon. Combinando cashback + cupom + preço promocional, é possível chegar a um desconto real de 25-30% sobre o valor de tabela.

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