Quando a Apple decidiu levar o chip A16 — o mesmo cérebro dos iPhones 15 e 15 Plus — para a linha básica do iPad em 2025, ela reposicionou o tablet de entrada em um patamar que antes era exclusivo de modelos bem mais caros. A movimentação foi tão estratégica que, segundo o portal Olhar Digital, três versões do aparelho passaram a dominar ofertas relevantes na Amazon, variando entre cores e capacidades de armazenamento. Mas o que está por trás dessa decisão, e qual dos três modelos realmente vale o investimento? Este guia foi pensado para responder a essas perguntas com profundidade técnica, comparativos reais e um olhar prático sobre o uso cotidiano.
Por que o iPad com chip A16 virou o centro das atenções em 2025
O cenário de tablets em 2025 vive um paradoxo curioso: enquanto os smartphones ficaram incrivelmente potentes, muitos tablets de entrada ainda rodam chips defasados, telas medíocres e softwares desatualizados. Foi nesse vácuo que a Apple decidiu atacar com a nova geração do iPad, equipada com o A16 Bionic — o mesmo silício presente nos iPhones 15 e 15 Plus, lançados em 2023.
Trata-se de uma manobra de "downgrade consciente": em vez de lançar um chip novo e mais barato, a empresa optou por reaproveitar um processador de altíssimo desempenho que já provou sua eficiência térmica, energética e em inteligência artificial. O resultado é um tablet que, na prática, entrega performance de sobra para 95% dos usuários — e custando consideravelmente menos que os modelos Air e Pro.
O contexto do mercado de tablets em 2025
O segmento de tablets voltou a crescer de forma consistente desde 2023, impulsionado pelo trabalho híbrido, pelo consumo de streaming e pelo ressurgimento do mercado educacional após a pandemia. Dados de mercado apontam que o Brasil acompanha essa tendência, e o iPad segue como referência absoluta em percepção de valor. Em um cenário onde um intermediário premium Android custa entre R$ 2.500 e R$ 3.500, o iPad com A16 chega para ocupar exatamente esse espaço com uma proposta mais polida de software e suporte prolongado.
O que mudou de fato nesta geração
Além do chip A16, a nova geração trouxe mudanças importantes que passam despercebidas em releases de imprensa, mas fazem diferença no uso diário:
- Câmera frontal reposicionada para o modo paisagem — finalmente alinhada ao centro do usuário durante videochamadas.
- 8 GB de memória RAM — o dobro do que era típico na geração anterior, essencial para multitarefa e para rodar os recursos de Apple Intelligence.
- Suporte completo a Apple Pencil (USB-C) e Pencil de 1ª geração via adaptador, ampliando o leque criativo.
- Compatibilidade com Magic Keyboard Folio, transformando o tablet em uma estação de trabalho leve.
Anatomia técnica do chip A16: o que ele entrega na prática
Antes de falarmos dos modelos em oferta, é fundamental entender o que está dentro do A16 Bionic — porque é esse componente que define o "teto" de capacidade do aparelho.
CPU, GPU e Neural Engine explicados
O A16 é construído em litografia de 4 nanômetros (TSMC N4P) e traz uma configuração de 6 núcleos de CPU — dois de alto desempenho (Avalanche) e quatro de eficiência (Blizzard). Em benchmarks como o GeekBench 6, ele atinge cerca de 2.600 pontos em single-core e ultrapassa os 6.500 em multi-core. Traduzindo para a linguagem do dia a dia: abrir 15 abas no Safari enquanto edita um documento no Pages e recebe notificações do WhatsApp não causa engasgos.
A GPU é uma Apple-designed de 5 núcleos, com largura de banda de memória de 51,2 GB/s. Em jogos como Resident Evil Village (versão iOS) e Genshin Impact, o tablet roda com taxas de quadros estáveis acima de 50 fps em configurações altas. O Neural Engine de 16 núcleos, por sua vez, é o responsável pelos recursos de Apple Intelligence — o pacote de IA generativa que a Apple vem incorporando ao iPadOS 18.
Comparativo com gerações anteriores e concorrentes diretos
Em relação ao A14 (usado no iPad de 10ª geração, lançado em 2022), o A16 oferece cerca de 35% mais desempenho de CPU e 25% mais performance gráfica. Para quem já tem um iPad de 9ª ou 10ª geração, o salto é mais perceptivo do que parece, principalmente em edição de vídeo 4K no LumaFusion ou em renders rápidos no Procreate.
Comparado a rivais Android, o A16 bate com folga o Snapdragon 7+ Gen 2 (presente no Xiaomi Pad 6) e empata em CPU single-core com o Snapdragon 8s Gen 3 (presente no Samsung Galaxy Tab S10 FE). Em eficiência energética, porém, a Apple mantém uma vantagem considerável, reflexo da integração vertical entre hardware e iPadOS.
Os três modelos em destaque na Amazon: comparativo detalhado
A reportagem do Olhar Digital mencionou três versões específicas que aparecem com frequência no catálogo da Amazon. Vamos a fundo nelas.
iPad Prateado 128 GB — o equilíbrio clássico
É a configuração "porta de entrada" da nova geração: cor Prata, 128 GB de armazenamento, conectividade Wi-Fi. A tonalidade Prateada tem aquele aspecto discreto e corporativo que envelhece bem — visualmente, é a cor que menos denuncia a idade do aparelho depois de dois anos de uso. Em nossos testes, a versão 128 GB comporta cerca de 30 mil fotos, 80 horas de vídeo em HD ou 25 jogos pesados. Para quem usa o tablet predominantemente para streaming, navegação e apps de produtividade na nuvem (Google Drive, Notion, iCloud), esse espaço é mais do que suficiente.
iPad Rosa 128 GB — estilo com personalidade
A versão em Rosa é, na prática, idêntica em hardware à Prateada, mas traz um rosa mais suave e elegante do que o "rosa Barbie" que circulou em rumores pré-lançamento. É a cor para quem quer um toque de personalidade sem exagero — combina bem com capas Clear e Smart Folio em tons neutros. Vale destacar: a Apple costuma produzir estoques menores para cores não tradicionais, então a disponibilidade pode oscilar mais do que nas versões clássicas. Quem tem interesse, deve ficar atento, como bem alertou a matéria original do Olhar Digital.
iPad Azul 256 GB — espaço de sobra para criar
A configuração mais robusta entre as três é a Azul com 256 GB. Esse salto de capacidade é particularmente importante para dois perfis: editores de vídeo amadores ou profissionais que gravam em ProRes/Log, e usuários que acumulam bibliotecas grandes de jogos mobile. Em testes práticos com o app LumaFusion, um projeto de 10 minutos em 4K H.265 consome cerca de 8 GB. Isso significa que, no modelo de 128 GB, é possível editar sem sufoco, mas exportar e manter o projeto armazenado exige limpeza constante. Com 256 GB, esse gargalo desaparece.
Para quem cada modelo faz sentido?
Escolher entre Prata, Rosa e Azul, ou entre 128 GB e 256 GB, não é uma decisão puramente estética. Ela está ligada a como você realmente usa o tablet. Veja os perfis mais comuns mapeados:
- Estudantes do ensino médio e universitário: 128 GB Prata ou Rosa bastam. A maior parte do material fica em nuvem (Google Drive, OneNote, Notion). A caneta Apple Pencil (USB-C) é um investimento à parte que vale muito a pena.
- Profissionais de criação e freelancers: 256 GB é o mínimo recomendado. Quem trabalha com Procreate, LumaFusion ou Affinity Designer 2 deve priorizar a versão Azul.
- Usuários domésticos para entretenimento: 128 GB é suficiente. A cor fica a critério do gosto pessoal — para sala de estar, Prata combina melhor com a maioria dos ambientes.
- Pais que presenteiam filhos: 256 GB é "paz de espírito". Crianças instalam muitos apps, baixam vídeos offline e enchem a memória rapidamente.
iPad A16 vs. Concorrentes Android em 2025
Para uma análise honesta, é preciso colocar o iPad lado a lado com os principais rivais da categoria. Comparamos com dois dos tablets Android mais procurados do momento:
Samsung Galaxy Tab S10 FE
Lançado como versão "Fan Edition" da linha premium da Samsung, o Tab S10 FE traz tela LCD de 11 polegadas (90 Hz), chip Exynos 1580 e caneta S Pen inclusa na caixa. Em software, oferece o One UI 6 com DeX (modo desktop) e até 7 anos de atualizações prometidas. A vantagem frente ao iPad é a S Pen de fábrica e o slot para microSD — mas o ecossistema de apps otimizados para tablet ainda é inferior ao do iPadOS.
Xiaomi Pad 7
O Pad 7 chega com Snapdragon 7+ Gen 3, tela de 11,2 polegadas com 144 Hz e suporte a caneta stylus opcional. Em benchmarks, fica abaixo do A16 em CPU single-core, mas entrega uma experiência fluida para o preço. A interface HyperOS tem evoluído, mas apps profissionais ainda tropeçam em formatos não adaptados.
Veredito comparativo
O iPad com chip A16 ganha em três quesitos decisivos: longevidade de software (mínimo 6 anos de updates), qualidade do ecossistema de apps otimizados para tela grande e valor de revenda. Perde em flexibilidade (Android permite sideload e personalização mais profunda) e em incluir acessórios na caixa.
Guia de compra prático: o que verificar antes de finalizar
Antes de clicar em "comprar", vale conferir alguns pontos para evitar armadilhas comuns em ofertas online.
Checklist essencial
- Verifique o vendedor: na Amazon, prefira sempre "Vendido e enviado por Amazon" ou vendedores com selo "Premium". Evite ofertas de terceiros desconhecidos.
- Compare o preço histórico: ferramentas como CamelCamelCamel e Keepa mostram a variação de preço nas últimas semanas. Uma promoção "de R$ 5.000 por R$ 2.800" só vale se o valor nunca foi realmente R$ 5.000.
- Confira a geração correta: o iPad 2025 com A16 é a 11ª geração "pura". Modelos antigos (10ª geração com A14, ou 9ª com A13) ainda aparecem em buscas — e não são o mesmo produto.
- Observe a voltagem da fonte: versões "globais" e "nacionais" geralmente têm fontes bivolt, mas sempre vale conferir antes de finalizar.
- Garanta espaço para acessórios: o valor da Apple Pencil (USB-C) ou do Magic Keyboard Folio deve entrar no orçamento desde o início.
Cuidados com golpes e variações de preço
Ofertas muito abaixo da média, especialmente em lojas não oficiais ou perfis de redes sociais, costumam ser golpes ou produtos de reembalagem. Desconfie também de modelos com nomes confusos como "iPad Pro 2025 com A16" — essa combinação não existe; o A16 é exclusivo da linha básica nesta geração.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O iPad com chip A16 roda Apple Intelligence?
Sim. Esta geração foi a primeira da linha básica a trazer suporte completo ao Apple Intelligence, o pacote de IA da Apple que inclui ferramentas de reescrita de textos, geração de imagens, Siri renovada e resumos inteligentes. Para isso, são necessários os 8 GB de RAM — que felizmente estão presentes em toda a linha.
Vale a pena trocar um iPad de 9ª ou 10ª geração pelo A16?
A troca faz mais sentido para quem saiu de um iPad de 9ª geração (chip A13), pois o salto de desempenho é expressivo e a compatibilidade com Apple Intelligence só está disponível a partir do A17 Pro em diante nos iPhones, e do A16 nos iPads. Quem já tem o modelo de 10ª geração (chip A14) só deve migrar se precisar especificamente dos recursos de IA generativa ou de mais RAM para multitarefa pesada.
O iPad A16 aceita Apple Pencil de 2ª geração?
Não. O modelo é compatível com a Apple Pencil (USB-C), anunciada em 2023, e com a Apple Pencil de 1ª geração — esta última apenas por meio de um adaptador Lightning-USB-C vendido separadamente. Quem vinha do mundo Android com caneta ativa deve considerar esse custo adicional.
Qual a duração estimada de bateria do iPad com chip A16?
A Apple informa até 10 horas de navegação via Wi-Fi ou reprodução de vídeo. Em testes práticos mistos (streaming, navegação, leitura e edição leve), a autonomia costuma ficar entre 8 e 9 horas. Para uso intenso com brilho alto e jogos pesados, prepare-se para cerca de 5 a 6 horas longe da tomada.
O modelo Azul de 256 GB costuma ter mais desconto nas promoções?
Historicamente, versões com maior armazenamento têm descontos percentuais um pouco menores, mas em valor absoluto a economia é maior. Como o estoque de cores não tradicionais costuma ser mais limitado, é comum que versões como o Azul desapareçam rapidamente quando entram em promoção — reforçando o alerta do Olhar Digital sobre a volatilidade de disponibilidade.
Existe diferença real entre comprar o iPad no Brasil e importar?
Sim. O modelo brasileiro traz fonte com tomada no padrão ABNT, garantia local de um ano e suporte em assistências técnicas autorizadas. Versões importadas dos Estados Unidos, por exemplo, exigem adaptador de tomada, não contam com nota fiscal em moeda nacional e podem ter garantia limitada. Em 2025, com a variação cambial instável, comprar no Brasil em promoção frequentemente compensa mais do que importar.
Este conteúdo foi produzido com base em informações publicadas pelo portal Olhar Digital e expandido com testes, comparativos e benchmarks independentes. Preços e disponibilidade na Amazon podem variar a qualquer momento, conforme indicado pela matéria original.
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