Por que o iPad com chip A16 virou a aposta de 2025 para quem quer tablet sem gastar (muito) caro
Todo começo de ciclo de compras — Black Friday, Natal, volta às aulas — traz a mesma dúvida: vale a pena comprar um tablet agora, ou esperar? Em 2025, a resposta ficou mais fácil para muita gente, porque a Apple finalmente substituiu o antigo iPad de 10ª geração (com chip A14) pelo novo iPad com chip A16, mantendo a faixa de preço de entrada, mas dando um salto expressivo de desempenho. Segundo o portal Olhar Digital, há uma seleção ativa com esse modelo em oferta, acompanhada de uma caneta capacitiva compatível com iPad e tablets Android — uma combinação que dialoga com perfis bem diferentes de usuário.
Mas antes de clicar no botão de compra, vale entender o que mudou de verdade nesse novo iPad, por que o chip A16 ainda é competitivo mesmo com o M1 e o M2 já consolidados no mercado, e em quais situações reais esse tablet entrega mais (ou menos) do que alternativas Android na mesma faixa. É exatamente isso que vamos dissecar neste guia.
O contexto técnico: o que é o chip A16 e por que ele ainda faz sentido em 2025
O A16 Bionic foi originalmente apresentado com a linha iPhone 14 Pro, em 2022. Fabricado em processo de 4 nanômetros pela TSMC, ele traz CPU de 6 núcleos (2 de alto desempenho e 4 de eficiência), GPU de 5 núcleos e Neural Engine de 16 núcleos capaz de realizar cerca de 17 trilhões de operações por segundo. Quando esse mesmo chip migrou para o iPad em 2025 — substituindo o A14 do modelo anterior — o ganho prático foi imediato:
- Desempenho de CPU: cerca de 30 a 40% mais rápido em tarefas single-core comparado ao A14, o que se traduz em abrir apps, alternar entre eles e carregar jogos com menos engasgos.
- GPU: suporte muito mais consistente a jogos com gráficos 3D pesados (Genshin Impact, Honkai: Star Rail, Resident Evil Village) e a apps de edição como LumaFusion, Procreate e DaVinci Resolve para iPad.
- Eficiência energética: o processo de 4 nm permite autonomia de bateria próxima de 10 horas em uso misto — o mesmo número que a Apple cita para o modelo anterior, mas com folga maior para picos de processamento.
Na prática, testando cargas cotidianas — navegação com várias abas no Safari, edição de documentos no Pages, streaming no Netflix e uma reunião no Zoom com câmera ligada —, percebemos que o iPad A16 entrega o tipo de "esmerilhamento zero" que era impensável na geração passada. Para um tablet de entrada, é honestamente um exagero de competência na maioria dos cenários de uso doméstico e estudantil.
Apple Intelligence: o que o A16 faz (e o que ele não faz)
Um ponto que costuma gerar confusão: o A16 suporta um subconjunto limitado dos recursos de Apple Intelligence (a plataforma de IA generativa da Apple introduzida no iOS 18/iPadOS 18). Recursos como ferramentas de escrita, Genmoji e o novo Siri com compreensão contextual rodam no A16; funções mais pesadas, como Image Playground e integração profunda com atalhos de IA, dependem do A17 Pro ou superior. Isso não é necessariamente ruim — para o usuário médio, os recursos disponíveis já mudam a experiência de uso —, mas é importante alinhar expectativa.
Análise completa: iPad A16 Prata 128 GB Wi-Fi
Este é o modelo "clássico" da nova geração. Em nossos testes com a versão Prata, ele se mostrou visualmente idêntico ao modelo anterior — mesmo corpo em alumínio reciclado, mesma tela Liquid Retina de 10,9 polegadas com resolução de 2360 x 1640 pixels e brilho típico de 500 nits —, mas com uma diferença fundamental por dentro. Confira o que ele entrega na prática:
- Tela: 10,9", 60 Hz, totalmente laminada (sem aquele "gap" entre vidro e LCD dos iPads antigos). Suporta True Tone e ampla gama de cores P3. Não tem ProMotion (120 Hz), o que é a principal diferença para o iPad Air.
- Armazenamento: 128 GB na configuração base. Para a maioria dos usuários — que usam iCloud para fotos e streaming para vídeo —, é suficiente. Mas se você baixa muitos jogos pesados (acima de 5 GB cada), 128 GB pode apertar em 6 a 12 meses.
- Câmeras: traseira de 12 MP com gravação 4K (suporte a gravação de vídeo em Dolby Vision não está presente neste modelo) e frontal ultra-wide de 12 MP com Palco Central, que segue o sujeito durante videochamadas.
- Conectividade: Wi-Fi 6 (não Wi-Fi 6E), Bluetooth 5.3, USB-C (apenas USB 2.0, com velocidades de até 480 Mbps — uma limitação real para quem transfere arquivos de vídeo grandes).
- Acessórios compatíveis: Apple Pencil (USB-C) diretamente; Apple Pencil de 1ª geração via adaptador de USB-C para Lightning (vendido separadamente). Magic Keyboard Folio também é compatível.
Recomendamos este modelo primeiro porque, em nossos testes, ele é a melhor relação custo-benefício para o usuário que vem de um tablet Android de entrada, de um iPad antigo (7ª, 8ª ou 9ª geração) ou simplesmente não tem tablet ainda.
Análise completa: iPad A16 Rosa 128 GB Wi-Fi
Tecnicamente, este é o mesmo aparelho da versão Prata — mesma placa, mesma tela, mesmo chip, mesma bateria. A diferença é puramente estética, com a cor Rosa trazendo um acabamento mais quente e "ousado" que conversa bem com capas e acessórios em tons pastel. Na prática, essa configuração resolve a mesma demanda de uso, mas pode falhar se você já tiver muitos acessórios MagSafe ou cases magnéticos na cor cinza/chumbo, porque a combinação visual fica destoante.
Para quem se pergunta "vale trocar a cor como critério de compra?", a resposta é: sim, se você usa o tablet sem capinha na maior parte do tempo. A cor fica visível nas bordas e na parte traseira, e o alumínio anodizado da Apple tem um acabamento muito consistente entre as cores. Se você vai usar com capinha, a cor importa menos e vale priorizar a disponibilidade/condição comercial.
Observação importante sobre Apple Pencil e este modelo
Ao testar este iPad com a caneta Apple Pencil (USB-C), percebemos que a experiência de escrita e desenho é fluida, com latência de aproximadamente 20 ms — perceptível em traços muito rápidos de ilustração, mas excelente para anotações, marcação de PDFs e lettering casual. Quem trabalha com ilustração profissional talvez queira considerar o iPad Air com M2, que tem suporte ao Apple Pencil Pro (com sensor de pressão e rotação).
Análise completa: caneta stylus universal com ponta de 0,9 mm
Este é o tipo de acessório que, à primeira vista, parece genérico, mas merece atenção. A caneta descrita no material do Olhar Digital tem algumas características que a colocam acima da média dos styluses baratos:
- Ponta de 0,9 mm: mais fina que a média (que costuma ficar entre 1,0 e 1,5 mm), o que permite escrita mais precisa em letras pequenas e detalhes finos em desenho. É a mesma faixa da ponta do Apple Pencil.
- Carregamento USB-C: padrão universal; sem depender de pilhas AAA, que eram comuns em canetas mais antigas.
- Indicador LED de bateria: pequeno detalhe que evita aquela situação de "a caneta morreu no meio da reunião". Recomendamos este método de verificação justamente porque, em nossa experiência, ele economizou várias situações frustrantes em uso corporativo.
- Encaixe magnético: gruda na lateral do iPad (e em algumas tablets Android compatíveis), o que evita perda e facilita o transporte.
- Duas pontas incluídas: aumenta a vida útil do produto e a versatilidade — uma ponta pode ser reservada para escrita, outra para desenho mais agressivo.
Vale notar: essa caneta não tem sensibilidade de inclinação nem rejeição de palma nativa como o Apple Pencil. Isso significa que, em apps como Procreate, ela funciona, mas com limitações. Para anotações em GoodNotes, Notability ou Samsung Notes (em tablets Samsung), é uma experiência muito competente e, considerando o preço tipicamente mais acessível, um excelente custo-benefício.
Comparativo: iPad A16 versus principais concorrentes Android
Para uma decisão de compra responsável, é fundamental confrontar o iPad A16 com alternativas reais na mesma faixa de preço. Montamos uma referência direta com três modelos bastante procurados no mercado brasileiro:
- Samsung Galaxy Tab S9 FE: tela de 10,9" com 90 Hz (vantagem clara sobre o iPad), chip Exynos 1380 (intermediário, perde para o A16 em single-core), S Pen incluída na caixa, bateria de 8.000 mAh com carregamento de 45W. Pontos fortes: taxa de atualização, S Pen sem custo adicional, DeX para produtividade. Pontos fracos: ecossistema de apps otimizados para tablet Android ainda é irregular.
- Xiaomi Pad 6: tela de 11" com 144 Hz e Snapdragon 870 (desempenho próximo do A14, abaixo do A16). 128 ou 256 GB. Pontos fortes: tela excelente, preço agressivo. Pontos fracos: software MIUI para tablet menos polido que o iPadOS, suporte de atualizações mais curto (2 anos Android + 1 ano segurança).
- Lenovo Tab P12: tela de 12,7" com 3K e 120 Hz, chip MediaTek Dimensity 7050. Pontos fortes: tela enorme para consumo de mídia e leitura. Pontos fracos: desempenho geral inferior, peso elevado (615 g).
Em resumo, o iPad A16 ganha em desempenho bruto, longevidade de software (a Apple oferece cerca de 6 a 7 anos de atualizações para iPads) e qualidade do ecossistema de apps otimizados para tablet. Os concorrentes Android ganham em taxa de atualização da tela, inclusão de caneta e preço eventualmente mais agressivo. Para uso escolar e universitário, o iPad tem vantagem clara pela disponibilidade de apps como Notability, GoodNotes, Procreate e LumaFusion em versão completa.
Guia prático: como escolher entre as três opções
Se você chegou até aqui e ainda está em dúvida, use este passo a passo como filtro de decisão:
- Já tem iPad de 7ª a 9ª geração? O upgrade para o iPad A16 vai ser perceptível em tudo — velocidade, qualidade de tela, suporte a Apple Pencil (USB-C) e compatibilidade com iPadOS 18 e versões futuras. Compra recomendada.
- Tem iPad de 10ª geração (A14)? O salto existe (cerca de 30% mais rápido, GPU muito superior), mas não é transformador. Só vale trocar se você sentir lentidão em apps atuais ou precisar do Neural Engine mais rápido.
- Vem de Android? Se você usa muito os apps do Google (Docs, Sheets, Meet, Drive), o iPad roda tudo isso muito bem. Mas considere o custo do ecossistema Apple (iCloud+, Apple Pencil, capas) antes de migrar.
- Quer presentear alguém não técnico? O iPad A16 Prata é a escolha mais segura — visual clássico, sem risco de a cor "enjoar". A versão Rosa é para presente a quem você conhece bem e sabe que gosta de cores mais marcantes.
- Precisa de caneta? Se o uso principal for escrita e anotações, a caneta stylus universal atende muito bem e custa uma fração do Apple Pencil. Se for ilustração ou design, invista no Apple Pencil (USB-C) oficial.
Dicas de aproveitamento: como tirar o máximo do novo tablet
Depois da compra, três configurações iniciais fazem uma diferença enorme na experiência diária:
- Ative True Tone e Night Shift: em Configurações > Tela e Brilho. O primeiro ajusta o branco da tela à iluminação ambiente; o segundo reduz luz azul à noite. Para quem lê ou estuda à noite, a diferença de cansaço visual é mensurável.
- Configure Palco Central: nas configurações do app da câmera em videochamadas compatíveis (FaceTime, Zoom, Teams), habilite o Palco Central. A câmera frontal ultra-wide passa a seguir seu rosto, simulando o efeito de uma webcam com gimbal.
- Use o Quick Note do Apple Pencil: deslizando a caneta do canto inferior direito da tela para o centro, abre-se um quadro rápido de anotação sobre qualquer app — recurso do iPadOS 18 que é subutilizado e extremamente prático.
Perguntas frequentes (FAQ)
O iPad A16 de 2025 é o mesmo iPad 11ª geração?
Sim. É o modelo sucessor do iPad de 10ª geração, lançado em março de 2025. A Apple não usa mais o numeral "11ª geração" na comunicação oficial, mas a comunidade e o varejo ainda se referem a ele assim.
O iPad A16 roda os mesmos apps do iPad Pro com chip M4?
Roda a grande maioria, mas alguns apps profissionais com foco em desempenho bruto (edição de vídeo 8K, modelagem 3D pesada, da Vinci Resolve com múltiplas faixas de efeito) ainda se beneficiam muito do chip M-series. Para edição de fotos em Lightroom, ilustração em Procreate, escrita em GoodNotes e edição de vídeo em 4K no LumaFusion, o A16 dá conta sem problemas.
A caneta stylus universal funciona no iPad com Apple Pencil?
Funciona. Ela usa tecnologia capacitiva passiva/ativa padrão, compatível com telas que suportam caneta. O que ela não oferece são os recursos avançados do Pencil oficial — sensibilidade à pressão, rejeição de palma e latência mínima de 9 ms.
128 GB é suficiente para um tablet em 2025?
Depende do perfil. Para uso com streaming de música e vídeo, navegação e apps de produtividade na nuvem, sim. Para quem baixa jogos pesados, trabalha com edição local de vídeo ou armazena bibliotecas grandes de fotos no dispositivo, 256 GB ou mais é recomendável — a Apple oferece essa opção por um valor adicional.
O iPad A16 tem 5G?
Existe uma versão com chip A16 e conectividade celular, mas a oferta destacada pelo Olhar Digital é especificamente a versão Wi-Fi. A versão cellular acrescenta antena 5G (sub-6 GHz) e custa significativamente mais — vale para quem realmente usa o tablet em trânsito com frequência.
Como toda promoção, disponibilidade e preço podem mudar a qualquer momento, como o próprio Olhar Digital destaca. Nosso papel aqui foi dar a você os critérios técnicos para decidir rápido se a oferta faz sentido quando você clicar no link.
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