Simuladores e realidade virtual na BGS 2026: o que esperar das experiências imersivas
Imagine sair de um pavilhão de feira e, sem embarcar em um avião, conhecer virtualmente um destino distante; ou trocar o chão do evento pela sensação de planar em uma asa-delta. Essa é a proposta dos simuladores e das atrações de realidade virtual: transformar uma demonstração tecnológica em uma experiência que o visitante sente, e não apenas observa. Na Brasil Game Show 2026, a variedade de atividades relatada chamou atenção justamente por mostrar que a tecnologia imersiva pode ir além dos videogames tradicionais.
Segundo o portal Terra.com.br, o espaço reunia simuladores de carros, caminhões, aviões e asa-delta, além de uma experiência virtual de viagem à China com visor de realidade virtual. O relato também destaca que foi possível usar o equipamento sem tirar os óculos de grau — um detalhe prático, mas importante para quem costuma encontrar dificuldades de encaixe em headsets.
A notícia não informa os modelos dos dispositivos, os programas utilizados nem as especificações dos simuladores. Por isso, não é possível atribuir às atrações recursos técnicos específicos ou garantir que todas funcionassem da mesma forma. Ainda assim, o conjunto permite entender o que torna esse tipo de experiência interessante, quais são seus limites e como se preparar para aproveitar uma demonstração semelhante com conforto e segurança.
O que havia de diferente nas atrações imersivas
Em um jogo convencional, a pessoa controla uma ação por meio de comandos e acompanha o resultado em uma tela. Em um simulador, a experiência pode combinar imagem, controles físicos e, dependendo do equipamento, movimentos do assento ou da estrutura. Já a realidade virtual coloca uma tela diante dos olhos e acompanha os movimentos da cabeça para ajustar a imagem conforme a direção do olhar.
Essas categorias podem se sobrepor. Um simulador de avião, por exemplo, pode usar um monitor grande, um visor de realidade virtual ou uma cabine com comandos físicos. A notícia do Terra confirma a presença de diferentes tipos de simulação e de um visor na atividade de viagem à China, mas não especifica quais tecnologias estavam em cada atração. Essa distinção importa: o nome “simulador” não garante movimento físico, e o uso de realidade virtual não significa necessariamente que o participante esteja em uma plataforma móvel.
De dirigir a voar: por que variar a atividade faz diferença
Carros e caminhões costumam oferecer referências familiares: volante, pedais e uma estrada que se desloca à frente. Aviões e asa-delta, por outro lado, podem apresentar uma perspectiva mais aberta e mudanças de altura ou direção que não fazem parte da rotina da maioria das pessoas. A variedade amplia o apelo do espaço e permite que visitantes experimentem situações diferentes sem precisar ter experiência prévia com os veículos reais.
Mas uma representação visual não reproduz todos os aspectos da atividade real. Um simulador pode mostrar uma curva, uma decolagem ou uma paisagem aérea, mas não necessariamente reproduz forças, vibrações, vento ou os riscos envolvidos fora do ambiente virtual. É mais correto pensar nessas atrações como demonstrações interativas, entretenimento ou treinamento introdutório — não como substitutas automáticas de uma aula de direção ou de voo.
Como a realidade virtual cria a sensação de presença
Um visor de realidade virtual, também chamado de headset, apresenta imagens diferentes para cada olho. O cérebro combina essas imagens e percebe profundidade, enquanto sensores acompanham a orientação da cabeça. Quando a pessoa olha para o lado, por exemplo, o sistema atualiza a cena para mostrar outra parte do ambiente virtual. Essa relação entre movimento e imagem ajuda a criar a sensação de estar dentro da experiência.
A qualidade percebida depende de vários fatores: resolução do visor, nitidez das lentes, taxa de atualização, campo de visão, ajuste do equipamento e estabilidade do rastreamento. Também depende do conteúdo. Uma paisagem convincente pode perder impacto se a imagem estiver desfocada ou se os movimentos virtuais não corresponderem ao que o corpo espera.
Na experiência de viagem mencionada pelo Terra, a intenção era transportar visualmente o participante para outro lugar. Isso não significa necessariamente que a atração oferecesse interação com objetos, deslocamento livre ou um passeio em 360 graus. Um vídeo imersivo, uma cena renderizada em computador e um ambiente navegável são formatos diferentes, ainda que todos possam ser apresentados por um headset.
Por que algumas pessoas sentem desconforto
O desconforto em realidade virtual é frequentemente associado à chamada ciberenjoo ou enjoo de movimento. Uma explicação comum é o conflito entre sinais sensoriais: os olhos podem indicar que a pessoa está avançando, enquanto o corpo percebe que permanece parada. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa e pode depender da duração, do conteúdo, da fluidez da imagem e do tipo de movimento simulado.
Se surgir tontura, náusea, dor de cabeça, calor ou desorientação, o mais prudente é interromper a atividade e avisar a equipe. Não é necessário “aguentar até o fim”. Em uma feira, onde há ruído, filas e muitas outras atrações, uma pausa também pode ajudar a pessoa a recuperar o equilíbrio antes de continuar o passeio.
Óculos de grau e conforto: um detalhe que merece atenção
A possibilidade de usar o visor sem retirar os óculos de grau é uma vantagem prática destacada na cobertura. Para quem depende de correção visual, tirar os óculos pode deixar a imagem borrada; por outro lado, um encaixe apertado pode pressionar a armação contra o rosto ou as lentes contra o equipamento. O conforto depende do formato do headset, da armação e do ajuste disponível.
O relato do Terra descreve uma experiência confortável durante o teste, mas isso não garante o mesmo resultado para todas as pessoas. Armações largas, hastes espessas ou lentes muito próximas do visor podem dificultar o encaixe. Se a imagem parecer desfocada, vale pedir ajuda à equipe para reajustar a posição, em vez de apertar o dispositivo com força.
- Antes de colocar o visor: informe à equipe que usa óculos e pergunte se há ajuste de distância ou espaçador compatível.
- Durante o encaixe: confira se as hastes não estão pressionando as laterais da cabeça e se o equipamento está firme, mas não apertado.
- Depois de ajustar: olhe para o centro da imagem e avise se ela continuar borrada ou se houver desconforto.
- Se não funcionar: não force a armação. Pergunte se existe uma configuração alternativa ou se é melhor não participar daquela atividade.
Alguns visores oferecem ajuste de distância entre as lentes, conhecido como IPD, sigla para distância interpupilar. Esse recurso ajuda a alinhar a imagem aos olhos, mas não substitui uma prescrição óptica e não está disponível ou acessível da mesma forma em todos os equipamentos. Como a notícia não identifica o modelo usado na BGS, não é possível afirmar quais ajustes estavam disponíveis naquela atração.
Como aproveitar uma atração de realidade virtual em uma feira
As instruções e telas variam conforme o equipamento. A sequência abaixo é um roteiro geral para uma demonstração guiada, não uma descrição comprovada da interface usada na BGS 2026. Em algumas atrações, a equipe faz toda a configuração; em outras, o visitante vê instruções em um monitor ou dentro do próprio visor.
- Observe as instruções antes de entrar. Procure placas ou um monitor com a duração aproximada, as regras de segurança e os avisos sobre enjoo ou restrições de uso. Se algo não estiver claro, pergunte à equipe antes de colocar o visor.
- Informe necessidades relevantes. Avise se usa óculos, se tem mobilidade reduzida ou se costuma sentir enjoo em experiências visuais. A equipe pode explicar as opções e orientar sobre uma participação mais confortável.
- Espere o ajuste do equipamento. Dependendo do sistema, pode aparecer uma tela de início, uma imagem de calibração ou um menu com opções. A pessoa responsável pode ajustar a faixa de cabeça e confirmar se a imagem está alinhada. Não altere controles desconhecidos sem orientação.
- Entenda os comandos antes de começar. Se houver controles manuais, a equipe deve explicar o que cada botão faz. Um botão destacado na interface pode iniciar ou confirmar uma ação, mas a posição, a cor e o formato dependem do software — não há um padrão universal.
- Comece com movimentos suaves. Gire a cabeça devagar para observar o ambiente. Se a experiência simular deslocamento, tente manter os movimentos controlados e olhe para a direção indicada pela equipe.
- Avise se sentir desconforto. Peça para pausar ou encerrar a demonstração. Ao retirar o visor, faça isso com ajuda se estiver desorientado e aguarde alguns instantes antes de caminhar.
Em uma feira movimentada, também vale considerar o tempo de fila e o estado do equipamento. Um visor compartilhado deve ser higienizado conforme as orientações do expositor. Caso a espuma ou a área de contato pareça úmida ou suja, peça a limpeza antes de usar. É uma solicitação razoável, especialmente porque o dispositivo encosta no rosto de várias pessoas ao longo do dia.
Realidade virtual na feira e outras formas de explorar lugares
Uma experiência de headset em um evento tem vantagens específicas: normalmente já está configurada, pode combinar demonstração guiada e equipamento dedicado e permite experimentar a imersão sem comprar um dispositivo. Em compensação, costuma ser curta, compartilhada e dependente das condições da fila, do espaço e da calibração feita pela organização.
Há alternativas para quem quer conhecer paisagens ou testar experiências imersivas fora da feira. Elas não são equivalentes entre si; cada uma atende a uma necessidade diferente.
- Vídeos em 360 graus no celular: alguns serviços de vídeo disponibilizam conteúdos panorâmicos que podem ser visualizados movimentando o telefone ou, em certos casos, com um visor compatível. A vantagem é o baixo custo e a facilidade de acesso. A limitação é que o celular, sozinho, não oferece o mesmo isolamento visual de um headset dedicado; a qualidade também depende do vídeo, da tela e da conexão.
- Aplicações de mapas e imagens de lugares: serviços de mapas permitem explorar cidades e pontos de interesse com imagens panorâmicas ou visualizações aéreas. São úteis para planejamento e orientação, mas não necessariamente criam uma experiência imersiva ou uma simulação física. Recursos e disponibilidade podem variar por região e dispositivo.
- Simuladores e jogos em computador ou console: títulos de direção e aviação podem oferecer controles configuráveis, cenários detalhados e sessões mais longas. Alguns suportam realidade virtual, mas isso depende do jogo, do headset e do sistema. A vantagem é a possibilidade de repetir e personalizar a experiência; a desvantagem é o custo de equipamentos compatíveis e a necessidade de configuração.
Como exemplos de ferramentas, vídeos panorâmicos podem ser encontrados em plataformas de vídeo que ofereçam conteúdo 360 graus; o Google Earth tem recursos para explorar locais, embora as opções dependam do aparelho; e jogos como Microsoft Flight Simulator podem oferecer simulação de aviação em plataformas compatíveis. Antes de instalar ou comprar qualquer solução, confira os requisitos atuais, a compatibilidade com seu equipamento e se o recurso específico está disponível onde você mora. Um aplicativo com imagens de um destino não é automaticamente uma experiência de realidade virtual.
O que a atração revela sobre o futuro das feiras de games
O destaque dado a experiências que não são apenas partidas de videogame acompanha uma tendência mais ampla: feiras e eventos procuram oferecer atividades que possam ser vividas presencialmente e compartilhadas pelo público. A realidade virtual, os controles físicos e os simuladores ajudam a tornar a tecnologia visível. Em vez de explicar sensores ou rastreamento em um painel, a demonstração permite que a pessoa perceba o efeito desses componentes em uma atividade.
Isso não significa que todo evento vá se tornar um parque de realidade virtual. Montar uma atração exige espaço, equipe, manutenção, higiene e tempo para atender cada participante. A fila e a duração limitada podem restringir o acesso. Também há diferenças de conforto e acessibilidade entre visitantes, o que torna importante oferecer instruções claras e alternativas quando uma experiência não for adequada.
O avanço mais útil, portanto, não será apenas produzir imagens mais realistas. Será combinar melhor conforto, acessibilidade, facilidade de ajuste e conteúdo que funcione para pessoas com diferentes necessidades. O destaque dado ao uso do visor com óculos de grau ilustra esse ponto: um equipamento impressionante perde valor se parte do público não consegue utilizá-lo com segurança e nitidez.
FAQ: dúvidas comuns sobre simuladores e realidade virtual na BGS
A experiência de viagem à China era um passeio interativo?
A notícia do Terra informa que havia uma experiência de viagem virtual com visor de realidade virtual, mas não detalha se era um vídeo panorâmico, uma cena gerada por computador ou um ambiente interativo. Sem essa informação, o mais preciso é dizer que o visor proporcionava uma experiência visual imersiva, sem presumir que o participante podia caminhar ou interagir com objetos.
É possível usar realidade virtual com óculos de grau?
Em alguns visores, sim. O espaço interno e os ajustes disponíveis determinam se a armação cabe confortavelmente. A cobertura da BGS relata que o equipamento usado no teste permitiu manter os óculos, mas isso não garante compatibilidade universal. Avise a equipe antes de colocar o dispositivo e não force uma armação que esteja pressionando o rosto ou as lentes.
Simuladores de carros, aviões e asa-delta reproduzem a experiência real?
Não por completo. Eles podem representar visualmente uma situação e permitir algum controle, mas a fidelidade varia. Sem conhecer os modelos e as configurações usados, não é possível avaliar o nível de realismo das atrações da feira. Mesmo um simulador avançado não deve ser confundido com treinamento certificado ou com a prática real de condução e voo.
O que fazer se eu sentir enjoo ou tontura?
Interrompa a atividade e avise a equipe. Retire o visor com orientação se estiver desorientado, sente-se ou permaneça parado até se sentir melhor e evite voltar imediatamente se os sintomas continuarem. Se o mal-estar for intenso ou persistente, procure assistência adequada.
Preciso ter um headset para experimentar realidade virtual?
Não. Em uma feira, a atração pode fornecer o visor e orientar o visitante. Em casa, é possível explorar vídeos panorâmicos e aplicações de mapas sem headset, embora a experiência seja diferente. Para realidade virtual dedicada, é preciso verificar os requisitos de cada dispositivo e conteúdo antes de investir.
Conclusão
As atrações relatadas na BGS 2026 mostram como simuladores e realidade virtual podem ampliar a experiência de uma feira de games: de uma cabine de direção a uma paisagem vista por um visor, a tecnologia convida o público a experimentar perspectivas diferentes. A cobertura do Terra destaca a variedade de atividades e um ponto de acessibilidade relevante — o uso do equipamento com óculos de grau —, mas não informa os modelos ou os detalhes técnicos envolvidos. Essa distinção ajuda a separar o que foi noticiado do que não pode ser confirmado.
Para aproveitar uma experiência semelhante, priorize o ajuste correto, siga as orientações da equipe, faça movimentos suaves e pare se sentir desconforto. E, ao comparar a atração com opções domésticas, lembre-se de que vídeos panorâmicos, mapas digitais e simuladores são alternativas com objetivos e limitações diferentes, não substitutos idênticos.
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